Existem muitas marcas que nos são familiares e que “vivem” connosco desde que nos lembramos. Estão tão presentes que nem questionamos as mudanças que tiveram de operar para continuarem a estar visíveis no dia a dia dos seus clientes ou consumidores.

Para aqueles que querem investir diretamente numa empresa ou para os curiosos que pretendem conhecer melhor o negócio de uma marca, é fundamental saber analisar os seus pontos fortes e fracos. Para isso, existe um conjunto de fatores que devemos ter em atenção.

Conhecer o negócio da empresa

O primeiro passo para podermos analisar uma empresa é perceber o que é que essa empresa faz, qual é a sua mais-valia ou como é que acrescenta valor aos seus consumidores/clientes.

O segundo passo tem a ver com a perceção da grandeza da empresa em questão. Qual o mercado onde opera? Por exemplo, se analisarmos uma empresa que está sediada no mercado interno português e outra no mercado norte-americano, logicamente que a segunda tem um mercado muito superior para poder explorar. Contudo, o facto de ter um mercado muito maior também pode significar que tem uma concorrência superior.

Assim, numa primeira fase é importante conhecermos o que faz a empresa que estamos a analisar e quais os mercados onde opera. Dentro desta análise, teremos de entender se o produto que está associado a uma empresa se destaca pela criatividade, pela simplicidade ou pela inovação ou se pode ser facilmente replicável por outras empresas.

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Perceber a concorrência

Conforme mencionei no ponto anterior, é importante termos a perfeita noção do mercado em que se insere a empresa que pretendemos avaliar. Esta até pode ter um produto muito interessante, inovador e atual, contudo, deveremos ter sempre bem presentes quais as alternativas no mercado global.

Adicionalmente é importante percebermos qual a quota de mercado da empresa em questão face à concorrência. É ainda fundamental analisar outros mercados em que a empresa não está inserida de forma a perceber se o seu espaço está ocupado por outra empresa ou se existe margem para que o seu negócio continue a crescer e a expandir-se por novos consumidores/clientes.

A evolução do negócio

Depois de analisarmos o produto ou serviço que distingue a empresa que estamos a analisar, devemos avaliar a sua evolução ao longo do tempo. Qual a história da empresa. Se é uma marca reconhecida e implementada no mercado ou se está agora a dar os primeiros passos. Perceber as perspetivas de crescimento é outro dos pontos essenciais na avaliação de uma empresa. Será que está estagnada? Continua a crescer, mas a um ritmo inferior? Se sim, por que motivos isto acontece?

Para quem quer conhecer a fundo uma empresa, será igualmente importante conhecer a estratégia que os gestores têm e que vão seguir. Todos estes dados são fundamentais para entendermos o caminho que a empresa irá seguir no futuro.

Análise financeira da empresa

Chegados a este ponto, importa analisar os dados económicos da empresa. Os relatórios e contas dão-nos uma fotografia sobre o estado da empresa em cada momento. Assim, o balanço indica-nos qual o ativo, passivo e capital próprio. Podemos perceber se a empresa está, ou não, muito endividada no curto e médio/longo prazo. A demonstração de resultados indica-nos qual resultado da empresa em cada ano.

É importante analisar mais do que um ano para percebermos a evolução que a empresa tem vindo a ter. Dentro deste parâmetro, faz todo o sentido perceber quais os custos que têm maior impacto nos gastos da empresa e se estes custos são fixos ou variáveis.

Analisar os fluxos de caixa é também importante de forma a percebermos como evolui a liquidez a cada momento, e qual a pressão que pode ou não existir sobre a empresa para cumprir com os seus compromissos.

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Crescimento da receita e crescimento dos lucros

Estes dois indicadores são diferentes. O crescimento da receita indica-nos a capacidade de uma empresa em continuar a encontrar novas fontes de rendimento ou em captar novos clientes que acabam por proporcionar mais vendas. A este indicador deveremos juntar o crescimento dos lucros, que nos demonstra qual o sucesso e eficiência operacional da empresa.

Como exemplo, uma empresa pode gerar muitas receitas, mas se tiver custos superiores o lucro é negativo e a empresa terá de se financiar para conseguir pagar os seus compromissos.  Neste caso, a empresa não está a ser operacionalmente eficiente.

Sentimento de mercado

Por fim, é importante analisar qual o sentimento do mercado relativamente à empresa que estamos a avaliar. Se a avaliação tem como objetivo o investimento, será importante conseguir isolar o ruído que pode existir no curto prazo e focarmo-nos no futuro. Contudo, se percebermos que o ruído de mercado em torno de uma empresa pode alterar a sua trajetória e perceção no futuro, então deveremos ter isso em conta na hora de efetuarmos os nossos investimentos.

Por outro lado, se começam a surgir muitas notícias em torno de uma empresa isso pode significar que algo poderá estar para acontecer. Se isto suceder, será importante manter uma atenção redobrada a toda a informação disponível, de forma a definirmos com maior exatidão uma estratégia de investimento.

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A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.

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