Mais de metade dos portugueses admite que terá dificuldades financeiras na reforma se passar a receber 65% do rendimento atual do agregado familiar. Segundo o Barómetro “Preparação da Reforma”, realizado pela Católica-Lisbon em parceria com o Doutor Finanças, 54% dos inquiridos antecipam dificuldades sérias neste cenário.
O retrato revela um país preocupado com o futuro, mas ainda pouco preparado. A reforma é vista por muitos como um direito conquistado, mas também como uma fase marcada por incerteza, medo, ansiedade e dúvidas quanto à suficiência da pensão pública.
54% antecipa dificuldades na reforma e só 9% se sente preparado
Mais de metade dos portugueses admite que terá dificuldades financeiras na reforma se passar a receber 65% do rendimento atual do agregado familiar. No total, 54% antecipa dificuldades sérias neste cenário.
Dentro deste grupo, 32% diz que não conseguiria manter o nível de vida e 22% admite dificuldades para cobrir despesas essenciais. Apenas 9% afirma que se sentiria confortável para manter o estilo de vida, enquanto 32% considera que teria de fazer ajustes.
As diferenças são mais acentuadas entre as mulheres, com 62% a antecipar dificuldades.

Quase 3 em cada 4 portugueses não sabem quanto precisam de poupar
A maioria dos portugueses não sabe quanto precisa de acumular para manter o nível de vida na reforma. No total, 73% admite não ter essa noção.
Além disso, 65% nunca fez qualquer simulação do valor da reforma. Apenas 7% diz fazê-lo com regularidade, enquanto 26% refere ter feito simulações no passado, mas sem continuidade. A isto junta-se o facto de 33% dos inquiridos não saberem quanto irão receber de pensão.


